Laudo 07/10/2019 22h03 Atualizado às 12h18

Resultado de exames no acusado de matar Francine é mantido em sigilo

A jovem foi encontrada sem vida no dia 13 de agosto do ano passado

O laudo do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) acerca da sanidade mental de Jair Menezes Rosa, acusado de matar a jovem Francine Rocha Ribeiro, está pronto. O documento chegou ao conhecimento da Justiça, do Ministério Público e do advogado de defesa do réu ainda na semana passada, mas não deve ter os detalhes divulgados. Embora tenha chocado a região e repercutido nacionalmente, o caso corre em segredo de Justiça devido a existência de crime de violência sexual.

Jair é acusado de estuprar e matar Francine, de 24 anos, encontrada sem vida no dia 13 de agosto do ano passado, nas imediações do Lago Dourado, em Santa Cruz do Sul. Anos antes do crime, o suspeito havia se aposentado em razão de problemas psiquiátricos. No dia 10 de junho deste ano ele passou por exames no IPF, em Porto Alegre, que foram solicitados pela defesa e devem dizer se ele tinha consciência e capacidade de cometer o crime. Alguns dias depois, o médico responsável pediu exames e prontuários de atendimentos médicos feitos por Jair em 2014 para concluir o laudo.

Conforme o advogado de defesa, Mateus Porto, o acusado continua preso. “O processo vai para a etapa de definir se o caso vai a júri popular. Antes, porém, falta ainda a audiência para interrogatório do acusado.” Caso seja comprovada a incapacidade mental do réu e provado, na fase judicial, que ele é autor do crime, Jair poderá ser internado no manicômio judiciário por tempo indeterminado. O réu foi indiciado por homicídio qualificado, estupro e furto. Os peritos encontraram no corpo da vítima sêmen e pelos pubianos que, segundo exames de DNA, seriam do acusado.

Segundo o advogado Roberto Oliveira, que representa a família no processo como assistente de acusação, não há data prevista para o julgamento. "Esperamos que seja breve e que seja o mais rumoroso possível. Não podemos nos acostumar com a barbaridade e que esse seja tratado como só mais um caso de homicídio e violência sexual", comentou. De acordo com ele, a sessão será aberta ao público e a data deve ser divulgada com antencedência. "Os autos (do processo) vão estar lá, porque os jurados têm o direito de saber tudo o que aconteceu".

A reportagem da Gazeta do Sul também contatou a 1ª Vara Criminal, onde corre o processo, e o Ministério Público. Devido ao sigilo judicial, ambos informaram que não poderão se manifestar sobre o caso.

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Foto: Bruno PedryFrancine Rocha Ribeiro tinha 24 anos
Francine Rocha Ribeiro tinha 24 anos