Educação 24/08/2018 21h17 Atualizado às 15h23

Quem quer se divertir dentro da escola?

Brincadeiras antigas e lendas folclóricas brasileiras divertem a garotada na Emei Pingo de Gente, no Bairro Santo Inácio

Com os olhos bem abertos, e acomodada em um grande tapete azul, a pequena Ana Clara Grasel, de 5 anos, está na expectativa aguardando o espetáculo que estaria por vir. Do meio do público, o primeiro personagem a sair de um cenário que lembra uma floresta é o bicho-papão. Ana Clara reage com espanto. Depois dá gargalhadas. “Eu sei que é de mentirinha”, diz ela, com um jeito sapeca de criança esperta. E logo junta-se ao coro dos coleguinhas para cantar. “Bicho-papão, em cima do telhado, deixa a menina dormindo sossegada.” E logo após a cantoria, o garoto Luís Otávio Kuntz faz um pedido à professora. “Profe, posso tirar uma foto com o bicho-papão?”, pergunta.

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Na sequência, quem aparece é a Cuca. Vestida de bruxinha e com uma varinha em mãos, Ana Clara vibra muito com a figura fictícia. “Dorme, nenê, que a Cuca vem pegar...”, cantam ela e os demais. Para encerrar a apresentação, Saci Pererê, representado pela professora Emerciana Alves, também marca presença para celebrar a diversidade. “Proporcionar esses momentos é importante porque retratamos as diferenças de raça e de cor”, explica a educadora.

Agosto está sendo um mês envolvente para as crianças da Escola Municipal de Educação Infantil Pingo de Gente, do Bairro Santo Inácio, de Santa Cruz do Sul. Com o auxílio dos pais, educadores colocam em evidência as lendas folclóricas e transformam o ambiente em um espaço lúdico e divertido. “Na educação infantil, as crianças passam por uma transição em relação ao seu comportamento. É um período em que sentem necessidade de fingir ser alguém, de fantasiar situações”, comentou a vice-diretora, Zilnete dos Santos. E ainda há mais benefícios, conforme ressalta a professora Fabiane Werner. “Essas atividades incentivam o trabalho em grupo, a socialização, e contribuem para a linguagem oral e a expressão corporal”, justifica.

Até o dia 31, são muitas as novidades na escolinha de Ana Clara. Estão programadas uma série de atividades, como soltar pipas, brincadeiras com estilingue, bola de gude, boneca de pano, pião, tudo acompanhado pelas canções populares. “As músicas do folclore brasileiro possuem letras simples e com muita repetição, características que facilitam a memorização”, conta Fabiane. Ainda segundo ela, em setembro será trabalhado o tradicionalismo e em outubro, o mês da criança.

Foto: DivulgaçãoFabiane: um incentivo para a socialização
Fabiane: um incentivo para a socialização

 

Mês do folclore

O Congresso Nacional Brasileiro oficializou em 1965 que todo dia 22 de agosto seria destinado à comemoração do folclore brasileiro. Foi criado assim o Dia do Folclore Nacional. É uma forma de valorizar as histórias e personagens da cultura brasileira.

Foto: DivulgaçãoA Cuca, outra personagem dos livros infantis, também fez a diversão da criançada
A Cuca, outra personagem dos livros infantis, também fez a diversão da criançada
Foto: DivulgaçãoNo clima: Ana Clara, de 5 anos, caracterizou-se como bruxinha
No clima: Ana Clara, de 5 anos, caracterizou-se como bruxinha
Foto: DivulgaçãoLuís Otávio fez questão de tirar foto ao lado do “bicho-papão”
Luís Otávio fez questão de tirar foto ao lado do “bicho-papão”