Festa da Alegria 17/10/2016 07h20 Atualizado às 08h55

Oktoberfest celebrará “arte, tradição e fé” em 2017

Estimativa da comissão organizadora é de que mais de 150 mil pagantes passaram pelo parque até sábado à noite

Os últimos 12 dias consagraram a Oktoberfest de Santa Cruz do Sul como a maior festa germânica do Rio Grande do Sul. Mas ontem à noite, antes mesmo do término do evento, a comissão organizadora indicava que os preparativos para o ano que vem já começaram. Durante a cerimônia de encerramento, foi divulgado o tema da 33ª edição da Festa da Alegria, que está prevista para ocorrer entre os dias 4 e 15 de outubro do ano que vem. Conforme pesquisa dos professores Nestor Raschen e Martin Goldmeyer, a próxima Oktober celebrará, novamente, os costumes trazidos pelo imigrantes, desta vez por meio do tema “Arte, tradição e fé”. 

Na oportunidade, a comunidade pôde ainda conferir um vídeo com os melhores momentos da programação e receber o carinho das soberanas – rainha Cintia Regert e princesas Ana Carolina Lau e Aíscha Garcia –, do presidente da festa, Adilson Schuenke, e do prefeito Telmo Kirst, que agradeceram a todos durante os seus pronuncamentos.

A 32ª edição registrou um público visitante 20% superior ao ano passado, quando 130 mil pessoas se fizeram presentes. Até a noite de sábado, mais de 150 mil pagantes passaram pelo parque. Conforme a assessoria de imprensa da Oktoberfest, no entanto, o número total de visitantes – público dos desfiles, do Dia da Maturidade Ativa, do Dia da Criança, credenciados, expositores, crianças menores de 7 anos e doadores de sangue – supera 400 mil pessoas.

Oktoberfest termina com parque lotado

O sábado que começou com sol e calor terminou com chuva em Santa Cruz do Sul. O Parque da Oktoberfest, no entanto, permaneceu lotado durante todo o dia. Ontem não foi diferente. Apesar da instabilidade, visitantes de diversas regiões do Estado aproveitaram os últimos momentos da 32ª Festa da Alegria para viver as tradições alemãs, por meio do indispensável chope, muita comida, dança, música, esportes e jogos germânicos.

Uma das praças de alimentação instaladas no parque foi o lugar escolhido pela professora Cristina Monteiro, de Porto Alegre, para saborear as delícias da festa e também esperar a chuva passar. Ela participou da Oktoberfest pela primeira vez neste ano, acompanhada pelas filhas, as estudantes Audren e Andriani Monteiro. As três vieram para Santa Cruz de excursão e garantiram que valeu a pena. Para Audren, o principal destaque foi a variedade de produtos da Feirasul. “Eu mudei completamente a roupa que estava vestindo”, disse.

Em relação à imersão na cultura alemã propiciada pela Oktoberfest, a professora destacou a alegria, a música e a recepção calorosa da comunidade santa-cruzense. “As pessoas são gentis, simpáticas, educadas”, elogiou. A família prometeu voltar nos próximos anos. Retornar nas próximas edições da Festa da Alegria também está nos planos do chapista Delcio Machado Ziegler, de Santa Maria, que já havia participado do evento em outros anos.

Desta vez ele trouxe a esposa, a doméstica Adriana Bissacoti Ziegler, e a filha Helena, de 6 anos, para uma vivência diferente, cheia de cultura e diversão.Infelizmente, a chuva atrapalhou os planos de Helena, que esperava ansiosa pela aparição dos bonecos-símbolos da Oktoberfest – Fritz, Frida, Max e Mili. Mesmo assim, a pequena achou a festa “bem legal” e se deliciou com sorvetes. Para Delcio e Adriana, participar do evento propiciou uma experiência diferente das que estão acostumados, já que a cultura e as tradições alemãs são bastante presentes. “É tudo muito bem organizado”, apontou Delcio.

Equipe de Rio Pardinho vence a Olimpíada Rural

Uma pista de corrida improvisada e carrinhos de mão que fazem as vezes de máquinas de velocidade. Essa foi uma das provas disputadas nesse sábado, no palco Brahma Haus. A última etapa da 2ª Olimpíada Rural, que integrou a programação da Oktoberfest nos dois fins de semana, teve mais de 300 competidores, representantes das comunidades do interior de Santa Cruz. Alegria, competitividade sadia e culto às tradições germânicas não faltaram.

As 11 equipes receberam o apoio das torcidas na realização das provas de corrida de carrinho de mão, corrida do saco, bolão de mesa, bolão de bola presa, troca de roda de carroça, serrar lenha, refrigerante em metro feminino e chope em metro masculino. Nos dois sábados, as atividades se repetiram e foram somadas as pontuações, consagrando a equipe de Rio Pardinho como campeã.

Um dos responsáveis pela vitória foi o ex-presidente do clube Mauro Scherer, que somou forças na prova de serrar lenha. Apesar de já terem desenvolvido uma técnica de corte, Scherer disse que não há nenhuma preparação especial. “O importante é a diversão e lutar até o fim pelo título”, observou.

Novidades

De acordo com uma das organizadoras da Olimpíada, Taciane Reis, duas provas foram incluídas neste ano: o bolão de mesa e o bolão de bola presa. “Para o próximo ano, estamos aceitando sugestões de outras provas”, disse. Segundo ela, uma das ideias é incluir a participação de modalidades para crianças.

CLASSIFICAÇÃO

1º: Rio Pardinho - 147 pontos
2º: União – 135 pontos
3º: Avante – 130 pontos
4º: Juventude – 108 pontos
5º: Pinheiral – 107 pontos
6º: São José – 97 pontos
7º: Guarani – 97 pontos
8º: Linha Santa Cruz – 96 pontos
9º: Aliança – 82 pontos
10º: Boa Vista – 79 pontos
11º: João Alves – 59 pontos

Prova de serrar lenha exigiu empenho

 

Um desfile de cores, saberes e sabores

A manhã cinza de ontem esteve colorida – e muito animada – para quem foi até a Marechal Floriano assistir ou participar do último desfile temático da 32ª Oktoberfest. A exemplo das outras duas paradas – ocorridas nos dias 8 e 12 deste mês –, as bandinhas e os grupos de danças típicas alemãs garantiram a alegria e a celebração da cultura germânica.

Por cerca de uma hora e meia, empresas, escolas e entidades de Santa Cruz do Sul realizaram evoluções, brindaram e contagiaram o público, que, vez ou outra, também caía na dança. Além disso, a distribuição de balas, chope e cucas contribuiu para o envolvimento de quem ficou às margens do palco do desfile, entre as Ruas Ramiro Barcelos e Galvão Costa.

Foi a banda marcial da Escola Estadual de Ensino Médio Santa Cruz que abriu a parada. Em seguida, a tradicional bicicleta zig-zag-zug apareceu, fazendo frente às alas das recepcionistas e da comissão executiva da Oktoberfest, as quais abriram o caminho para que a família de bonecos-símbolos do evento – Fritz, Frida, Max e Mili – e as soberanas da 32ª edição  – rainha Cíntia Regert, e princesas Ana Carolina Lau e Aíscha Garcia – emprestassem sua graça ao evento.

A parada contou, ainda, com a presença de oito carros alegóricos criados pelo artista Sérgio Ávila, que retrataram o cotidiano dos imigrantes, levando em conta o tema Saberes e sabores da tradição alemã. A beleza das alegorias foi o que mais chamou a atenção dos pequenos Maria Luisa de Lira Branco Telles, de 10 anos, e João Pedro Moreira Fiorioli, de 9, que estavam acompanhados da mãe do menino, a promotora de Justiça Maria Fernanda Cassol Moreira.

Os três moram em Vera Cruz, mas assistem aos desfiles todos os anos. Maria Fernanda ressaltou a organização como ponto alto do evento. “A cada ano está mais lindo”, disse, destacando a importância da Oktoberfest para a região como responsável por levar alegria ao público. “É uma festa muito especial”, concluiu.

Bandinhas e grupos de danças típicas celebraram a cultura germânica no Centro de Santa Cruz

 

Diversão que não tem idade

Assim como se vestir com trajes típicos, desfilar carregando a bandeira do Centro Cultural 25 de Julho já se tornou uma tradição para o comerciário Milton Durante, que vê nesse ato um motivo de orgulho. Segundo ele, participar da parada é uma maneira de celebrar a descendência alemã e promete repetir o feito por muitos anos ainda. “Enquanto tiver forças, eu vou continuar”, sentenciou.

É esse espírito de honra à cultura alemã que a professora Patricia Oliveira da Silveira pretende ensinar aos filhos. Ela desfilou pelo segundo ano, acompanhada do pequeno Lucas, de 2 anos. Patricia considera importante que as crianças tenham contato com essa vivência, já que proporciona tanta alegria, não só no desfile, mas durante todo o período da festa.