Santa Cruz 06/01/2019 23h38 Atualizado às 06h35

Aos 94 anos, a memória viva do Acesso Grasel

Comerciante aposentado Nelson Assmann mora ao lado do pórtico de entrada e recorda como era o local no passado

Um dos principais pontos para quem chega ou sai de Santa Cruz do Sul passou por profundas transformações nos últimos anos. A poeira que existia antigamente deu lugar ao asfalto e, consequentemente, o movimento de veículos aumentou, junto com uma série de melhorias. Aos 94 anos de idade, o comerciante aposentado Nelson Assmann é uma memória viva do Acesso Grasel.  

Morador da região desde 1953, ele lembra que o fluxo de carros era quase inexistente e o trajeto até o Centro da cidade era feito, geralmente, por roças. “Não passavam dois carros por dia”, recorda. Segundo o aposentado, o lugar é cheio de boas lembranças. “Entre 1960 e 1970, tinha três bodegas aqui perto, que vendiam arroz, feijão, verduras, bebidas, entre outras coisas. O pessoal se reunia de tardezinha”, relembra.

Casado com Lúcia Dalila Grasel, já falecida, Nelson era genro de Adão Grasel, que tinha um salão nas proximidades de sua residência. Atualmente, o casarão histórico foi adquirido pela administração da Lisaruth, panificadora localizada às margens da RSC-287. “Os bailes estavam sempre cheios. As crianças vinham e ficavam em outro espaço.”  

A poeira foi um problema até a inauguração do asfalto, em outubro de 1976. “Levantava um nuvem de pó. Não tinha como ficar na frente de casa”, comentou Nelson, que procura manter esse hábito até hoje.

O aposentado elogia as intervenções feitas pela Prefeitura para revitalizar o local, dentre elas a instalação de luminárias, garantindo mais visibilidade para motoristas e pedestres, mas faz uma pequena ressalva. “Falta uma parada de ônibus depois do pórtico. As pessoas têm que esperar na calçada. Em dia de calor fica pior”, observa.