Não abre 09/10/2019 23h25 Atualizado às 06h15

Fim de semana de lojas fechadas em Santa Cruz

Enquanto a cidade se prepara para receber milhares de visitantes na 35ª Oktoberfest, comércio não funcionará no sábado

Quem está programando realizar compras e resolver pendências no comércio de Santa Cruz do Sul no fim de semana vai precisar rever os planos. Neste sábado, feriado nacional em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, as lojas não devem abrir em razão da convenção coletiva dos funcionários vigente até o próximo dia 31. O fato reacende as discussões sobre os horários de funcionamento dos estabelecimentos.

Além dos moradores, quem deve encontrar os estabelecimentos fechados são os turistas que vêm para a 35ª Oktoberfest. “Infelizmente todas as lojas estarão fechadas. Agora não há o que fazer para reverter o quadro, mas provavelmente esse assunto vai voltar à tona na assembleia que iremos realizar no fim do mês”, afirmou o presidente do Sindilojas Vale do Rio Pardo, Mauro Spode. Ele lembra também que a data-base da categoria é no próximo mês.

De acordo com o empresário, contudo, a abertura aos domingos e feriados é uma tendência. “A negociação com a Havan foi um divisor de águas. Aos poucos essa situação deve começar a mudar, com uma flexibilização.” Para ele, é papel do sindicato oportunizar essa possibilidade às empresas que querem trabalhar. “A decisão de abrir ou não deve ser de cada lojista.”

Para bem receber
Categoria B no Mapa do Turismo, ranking nacional do setor, Santa Cruz do Sul pretende subir uma posição até 2023. Para isso, contudo, o secretário municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, César Cechinato, afirma ser fundamental receber bem os turistas. “Nós sabemos que mais lojistas gostariam de trabalhar nessas datas. A liberdade, em poder abrir ou não, é interessante para o progresso do município.”

De acordo com ele, para uma cidade que pretende ser turística, é fundamental que pelo menos parte do comércio esteja aberta aos domingos e feriados. “Nós temos supermercados que são autorizados a abrir, mas que vendem confecções e eletrodomésticos, por exemplo. Não existe uma isonomia”, afirmou.

Para chegar na categoria máxima, segundo Cechinato, é imprescindível que a cidade traga muitas opções para o público que vem de fora. No Rio Grande do Sul, apenas Porto Alegre e Gramado compõem a categoria.

O presidente do Sindicato dos Comerciários, Afonso Schwengber, foi procurado pela Gazeta do Sul para se manifestar sobre o assunto, mas não retornou o contato até o fechamento dessa reportagem.


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