Solidariedade 07/12/2018 20h47 Atualizado às 16h45

Doação ajuda 120 alunos a enxergarem melhor em Santa Cruz

Investimentos com consultas e compra dos óculos chegam a R$ 15 mil

A pequena Manuela Jordana de Oliveira Lima tem apenas 7 anos, mas já começa a enxergar o mundo sob uma nova perspectiva. A estudante do segundo ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Guilherme Hildebrand, do Bairro Progresso, pegou nessa sexta-feira seus primeiros óculos, que prometem auxiliar muito no seu processo de aprendizagem. “Eu sentava na primeira fileira e precisava forçar os olhos para enxergar o quadro. Agora, acho que tudo vai melhorar”, conta.

Assim como Manuela, outras 11 crianças da Guilherme Hildebrand também foram beneficiadas com óculos, viabilizados através de uma parceria com o Lions Clube Aliança. A domadora Jussara Jost explica que todos os anos a entidade beneficia escolas da periferia com o projeto, que tem resultados diretos em sala de aula. “Muitas crianças não têm um rendimento satisfatório por causa da baixa visão”, conta. Somente neste ano, 120 crianças das escolas Guilherme Hildebrand, Menino Deus, São Canísio, Harmonia e Bom Jesus foram contempladas em Santa Cruz do Sul.

Conforme Jussara, os investimentos com consultas e compra dos óculos chegam a R$ 15 mil – recurso arrecadado nos eventos promovidos pelo Lions Clube Aliança, como o Chá das Domadoras e o tradicional galeto de setembro. A voluntária ressalta também a importância da parceria com dois médicos oftalmologistas da cidade e com a Óptica Brenner, que fornecem seus serviços a preços mais módicos. A cerimônia oficial de entrega dos óculos ocorreu nessa sexta-feira, na sede da escola.

Foto: Lula HelferManuela: uma visão melhor aos 7 anos
Manuela: uma visão melhor aos 7 anos

 

Mutirão do bem

Uma ação conjunta entre a  Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Guilherme Hildebrand e a Estratégia Saúde da Família (ESF) do Bairro Progresso realizou neste ano letivo a pesagem de todos os alunos, aferição das cadernetas de vacinação e testes de visão. Conforme a vice-diretora Márcia Regina Melchior Lanoin, esses exames detectaram diversos casos de estudantes com dificuldades para enxergar. “Para viabilizar a compra dos óculos, acionamos nosso parceiro Lions Clube Aliança, que reavaliou as crianças”, conta.

A partir dos resultados do exame de acuidade visual, feito pelas próprias domadoras, os alunos foram encaminhados para consultas com os oftalmologistas parceiros. Com as receitas em mãos, as famílias já puderam encaminhar a confecção dos óculos, sem custos. “É um projeto muito importante porque muitos não teriam condições de adquirir os óculos por conta própria. Muitos pais não tinham sequer percebido as dificuldades dos filhos de enxergar”, conta Márcia. Para ela, os reflexos serão sentidos no aprendizado e até mesmo no comportamento em sala de aula.