Opinião 23/10/2019 12h25 Atualizado às 13h15

Mauro Ulrich: virei chofer de bandido

A primeira noite se caracterizou – e assim deve ser nas outras duas, hoje e amanhã – pela mais absoluta diversidade dos temas, com o domínio da ficção

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas o inusitado da noite eu conto lá no finalzinho do texto, ok. Que é uma maneira que eu tenho de te levar até lá, hehe!

A abertura oficial do 2º Festival Santa Cruz de Cinema aconteceu ontem à noite, no Auditório Central da Unisc, com toda a pompa e circunstância que o momento exige. Teve muita gente bacana passando pelo tapete vermelho, pronunciamentos de autoridades, patrocinadores e organizadores, e música ao vivo com o duo Rellycário, Renato Sperb e Killy Freitas. Não nesta ordem, mas teve. E, depois, a exibição dos primeiros seis curtas que competem na Mostra Nacional: Amor Só de Mãe; A Última Cova; Teoria Sobre um Planeta Estranho; Dia de Mudança; e Depois da Meia Noite. Estes, sim, nesta ordem. Depois, evidentemente, o debate.

Um debate mais pocket, é verdade, mas um debate. E conduzido pelo cineasta Diego Tafarel, da Pé de Coelhos Filmes, empresa que é uma das realizadoras do festival. O mediador oficial, Marcus Melo, fiquei sabendo ontem à tarde que não vem mais por questões lá do trabalho dele, em Porto Alegre, junto a Secretaria da Cultura. Uma pena. O Marquinhos é um cara super legal, já escreveu para a Gazeta, e é uma das maiores autoridades, no País, quando o assunto é cinema. Fiquei sabendo também que ele estava louquinho para estar aqui, mas realmente não vai ser possível. Enfim.

A primeira noite se caracterizou – e assim deve ser nas outras duas, hoje e amanhã – pela mais absoluta diversidade dos temas, com o domínio da ficção. Apenas um dos curtas, o primeiro, é documentário. De resto, as produções “viajaram”: há um mundo violento separado por guerras; o presidiário que volta para fazer uma foto da filha; o cara que pede mais um minuto para Deus; as tragédias pessoais em um dia trágico para uma boa parte de todos nós; e um amor que cumpre todas aquelas etapas dos contos de fadas – sem que os envolvidos tenham, de fato, vivido felizes para sempre. É, os jurados terão muito trabalho pela frente.

Os apresentadores, Leonel Aires e Roberta Correa Pereira fizeram bem as honras da casa, com pedidos de “Vida longa ao cinema brasileiro”. A reitora, Carmen Helfer disse que é apenas a segunda edição, mas já está consolidado, “vai inovar e avançar”. Flávio Goulart, da JTI, a empresa patrocinadora, assumiu que só entrou nesta porque conhece os envolvidos: “Doido é uma raça que Deus faz, espalha, e o Diabo junta. São todos doidos. Então pensei: eu também quero fazer parte desta história.” E o secretário da Cultura, Edemilson Severo, homem também de cinema, foi sucinto: “Nós temos a obrigação de apoiar.”

Pois é. Tudo muito bem, tudo muito bom. E o inusitado? A grande surpresa? Creia: foi comigo que o Dadinho... Ou melhor, o Zé Pequeno... Quer dizer, o ator carioca Leandro Firmino pegou carona até a Proeza, onde o pessoal costuma se reunir, depois de tudo, para relaxar e tal. Éééé, Zé Pequeno andou na “viatura” comigo, mais o meu filho Luan, e nós sobrevivemos! Como num filme, me senti “o motora”, sacou? E ainda confirmou sua presença às 14 horas no programa Rede Social, da Rádio Gazeta, para continuar batendo um papo com todos nós. Não perca. O cara é muito gente fina!   

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