Experiência única 12/08/2019 21h48 Atualizado às 12h03

Escoteiros da região participam de evento nos Estados Unidos

Grupo de nove escoteiros acompanhou programação que ocorreu em uma grande reserva ambiental

Os grupos da região do 19º Distrito Escoteiro estiveram representados no 24º Jamboree Mundial Escoteiro, entre os dias 22 de julho e 2 de agosto. Promovida pelos países da América do Norte, a programação ocorreu em uma grande reserva ambiental dos Estados Unidos, o Summit Bechtel Reserve, de 57 quilômetros quadrados. A área, em West Virginia, é administrada pelos escoteiros.

“A cada quatro anos, os escoteiros de todo o mundo se encontram neste grande evento internacional. Esta edição foi uma das maiores da história, com 45 mil participantes”, explicou o escotista Charles Eduardo Müller, que acompanhou a comitiva regional na viagem. Com idades entre 14 e 17 anos, os nove jovens são do Grupo Escoteiro Santa Cruz (Gesc), Grupo Escoteiro Vera Cruz (Gevec) e Grupo Escoteiro Aimoré, de Sobradinho.

Conforme Müller, a turma embarcou no dia 14 de julho, passando por Nova Iorque e Washington, em um passeio cultural. A chegada no Jamboree Mundial foi abaixo de muita chuva. “Os anfitriões haviam deixado nosso campo, com barracas, tendas, fogões, tudo organizado”, contou. Ele ressalta que o tema deste ano foi Unlock a New World, ou Descobrindo um Novo Mundo, na tradução livre. “Os jovens realmente descobrem um novo mundo. Conhecem novas culturas, idiomas, trocam distintivos, participam de aventuras e fazem novos amigos de vários países. Eles viveram muitas emoções e têm muitas histórias para contar”, contou Charles Eduardo.

A estudante Thaís Elizabeth Müller, de 15 anos, fez sua primeira viagem internacional. “O Jamboree Mundial é uma experiência única para os jovens, pois cada um consegue participar apenas uma vez deste evento”, ressaltou a estudante, que está no movimento escoteiro há nove anos. “O sonho de todo escoteiro é ir a um Jamboree.

Os participantes
Grupo Escoteiro Santa Cruz (Gesc): Arthur Bodini Freire da Rocha, Amanda Fontoura Rezer, Bernardo Hupper Azevedo, Giulia Pletz, Lucas Felipe Silveira, Thaís Elisabeth Müller e Vitor Arthur Schmidt; Grupo Escoteiro Vera Cruz (Gevec): Sofia Antônio Maieron, e Grupo Escoteiro Aimoré: Heitor Hissão dos Santos Sera. Os jovens de Santa Cruz do Sul foram recebidos na reunião do Gesc na tarde de sábado, quando tiveram a oportunidade de compartilhar com o grupo um pouco sobre a vivência nos Estados Unidos. “É um incentivo para quem deseja participar da próxima edição do Jamboree daqui a quatro anos, na Coreia do Sul”, falou Arthur Bodini Freire da Rocha, de 17 anos.

Curiosidades sobre a viagem
O objetivo principal do programa é que os jovens possam vivenciar aventuras, ter metas pessoais de aprendizagem, trocar experiências de como criar um mundo melhor e focar nos interesses especiais de cada participante. Diferente de outras edições, onde toda a patrulha participava junto de todas as atividades, nos Estados Unidos os jovens puderam se organizar para participar do que contemplava melhor seus objetivos pessoais.

Além de ser um dos maiores da história, este Jamboree teve uma grande força-tarefa de organização. Para se ter ideia, no ano passado foi realizado um Jamboree Nacional nos Estados Unidos, com 45 mil participantes, como um evento-teste para garantir uma boa experiência a todos no ano seguinte.

O 24º Jamboree Mundial exigiu muito do físico dos participantes, pelo tamanho do espaço onde as atividades ocorrem e as distâncias para percorrer a pé. Também foi bastante tecnológico, com aplicativos específicos e mais de mil pontos de acesso à internet. Bases para conhecer a cultura de cada um dos 150 países participantes garantiram a imersão em várias culturas. Projetos desenvolvidos em todos os cantos do planeta foram compartilhados – de sustentabilidade, igualdade de gêneros, tolerância religiosa e respeito às diferenças. “Por mais empolgantes que tenham sido as atividades, nada se compara com a oportunidade de estar rodeado de pessoas de todo o mundo, com suas especificidades culturais, todos buscando o sonho de um mundo melhor”, ressaltou o escotista Charles Müller.

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