Rural 12/08/2019 21h41 Atualizado às 09h10

Por dentro da safra: ameaças para as lavouras de tabaco

Olá, pessoal! Tudo bem? Em pleno domingo de Dia dos Pais, fui conferir a lavoura, coisa que é preciso fazer com frequência

Olá, pessoal! Tudo bem? Em pleno domingo de Dia dos Pais, fui conferir a lavoura, coisa que é preciso fazer com frequência, para acompanhar o desenvolvimento das culturas. Ainda havia água parada nas linhas, das últimas chuvas e da umidade. Isso que fazia um dia bonito de sol. Mas a previsão anunciava que viria mais chuva. Não deu outra: a segunda-feira amanheceu chuvosa. No Vale do Rio Pardo pode-se dizer que a chuva foi normal, mas em municípios de áreas próximas, como Agudo, Paraíso do Sul e Candelária, houve granizo. E se pela manhã o granizo caiu nessas localidades, ao final do dia foi a vez de Santa Cruz do Sul também ser atingida. Ninguém acha graça alguma de acordar à noite ou pela manhã ouvindo o barulho das pedras de gelo caindo sobre a casa ou sobre a propriedade, porque a safra toda pode ficar comprometida em poucos minutos. Alguns produtores enviaram-me fotos do granizo que caiu em suas regiões, caso da imagem abaixo, enviada pelo produtor Maicon Chrusciel, de Chuvisca (RS). Quando o tabaco está na lavoura, isso sempre causa muita inquietação.

Foto: Divulgação

 

Aqui não para de chover, lá está seco
Se aqui na região chove muito, em Santa Catarina e no Paraná é o contrário: chove pouco, ou nem chove. A família do produtor Anderson Rebinske, de Ivaí (PR), precisava fazer o transplante das mudas, mas por lá não chove há cerca de 40 dias. Ele enviou a foto abaixo, que mostra a terra muito seca, o que provoca contraste forte com o que acontece no Rio Grande do Sul, onde não quer parar de chover. No Paraná o pessoal começou a plantar regando com água, e a tarefa terá de ser concluída desse modo se não começar a chover logo.

Foto: Divulgação

 

É preciso plantar, mas falta a água
Mesma situação de falta de chuva vive a família de Rodinei Sebold, de São Vendelino, em Alfredo Wagner (SC), onde há quase 30 dias não chove, bem como em toda a região. Ele preparou as terras, mas não choveu mais. A muda já devia ter sido plantada, e estão fazendo de tudo para ela não passar do ponto; a previsão é de que chova só na outra semana, e ainda pouca coisa. Se por aqui ficamos angustiados por risco de temporal, granizo e vento, em Santa Catarina e no Paraná o pessoal está inquieto porque não chove. E se atrasa o plantio, atrasa a colheita, que assim invade a época de alto verão, quando o sol compromete as plantas e dificulta a execução das tarefas. É a dura lida da agricultura, quando, na mesma época, em um lugar a chuva é o problema e no outro é a seca.